Economia Solidária

A crise econômica, social e política há anos se alastra pelo mundo. Trata-se de uma crise gradual e profunda que atesta um esgotamento das grandes vias do desenvolvimento industrial da sociedade moderna.

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A crise atual engloba diferentes componentes e demonstra a necessidade de uma reflexão mais apurada sobre os padrões de crescimento industrial que possuímos. As organizações sociais que comandam a cadeia produtiva sofrem com as reivindicações populares que exigem mais consciência e equidade.

A crescente escassez de recursos naturais, as lutas contra as injustiças trabalhistas, as organizações horizontais que se estabelecem livremente pela internet são sintomas das mudanças que estão mexendo com as bases do sistema econômico global nas últimas décadas.

E, na busca por novos modelos econômicos que possam corresponder às transformações que anseiam as camadas mais carentes da população, surgem as Redes de Economia Solidária com a proposta de agregar elementos fundamentais para a criação de uma sociedade economicamente justa, com padrões sustentáveis de produção e consumo.

A Economia Solidária é um modelo econômico que privilegia o desenvolvimento de ações locais e comunitárias, (como redes, associações, cooperativas); que possuam modos de produção que evitem causar danos ambientais e sociais, proporcionando uma melhora na relação entre as pessoas de uma comunidade e dessa comunidade com o meio em que vivem.

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Um dos principais pontos positivos é a autonomia que os produtores possuem sobre o lucro que obtêm da venda do seu produto. Isso auxilia a criar relações mais sólidas entre os grupos de consumo e de produtores, evitando a exploração da força de trabalho humana por investidores e empresários. 

Ao assumir o controle sobre a sua força de trabalho, o trabalhador assume as rédeas de seu próprio destino, governando a cadeia produtiva que o rege e criando assim uma relação verdadeira e íntegra com o público consumidor de seus produtos.

Ao fortalecermos essas redes de produtores identificadas com os preceitos da Economia Solidária, estamos fortalecendo a distribuição equilibrada das riquezas e a diversificação de uma cadeia de produtos que tragam mais benefícios para a saúde humana e para o meio ambiente, e que estejam alinhadas com princípios de solidariedade e igualdade social.

Além disso, através da economia solidária, encontramos produtos de qualidade a preços mais acessíveis sem que isso cause prejuízo financeiro aos trabalhadores que os produzem. Por serem donos do que produzem e por contar com um número menor de intermediários, não precisam impor preços exorbitantes para receberem uma quantia mais satisfatória por seu trabalho.

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A Economia Solidária, portanto, é benéfica a todos os segmentos envolvidos no mercado, agradando a produtores e consumidores, que podem produzir e adquirir de maneira sustentável e socialmente justa, produtos de qualidade humana incomparável. 

Possui em sua estrutura de produção algo que dificilmente consegue ser encontrado na industria tradicional; o prazer das pessoas que gostam do trabalho que exercem e o orgulho daqueles que acreditam naquilo que fazem para viver.

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